Afinal, os navios poluem muito mais do que os automóveis e mesmo mais que os aviões. Pelo menos no que às emissões de oxido de enxofre diz respeito.
Não cessam as más notícias para o transporte marítimo, sobre o seu impacte nas alterações climáticas. Um estudo recente da DK Group cinclui que as emissões de óxido de enxofre dos navios é 213 vezes superior ao emitido pelos automóveis e 97 vezes superior ao produzido pelos aviões.
Jørn Winkler, fundador da DK Group dá um exemplo para demonstrar o resultado dos estudos: “Se um navio de 8 000 TEU navegar de Shangai para Hamburgo produz o mesmo enxofre que 31,6 milhões de carros a circular durante 28 dias, o que significa que bastam 24 navios destes para produzir tanto enxofre quanto todos os automóveis do mundo”.
Perante tais resultados, Jørn Winkler aponta a necessidade de diminuir ao mínimo possível as emissões de gases poluentes, nomeadamente o óxido de enxofre, o óxido de nitrogénio e o dióxido de carbono, lembrando que há já tecnologias devidamente testadas que permitem a redução das emissões deste gases.
Com as novas construções de navios em curso, alerta aquele especialista, dentro de cinco anos chegar-se-á a um total de 1,6 mil milhões de toneladas de CO2 emitidas anualmente. E a culpa não é exclusiva do sector porque, lembra, há poucos anos quase ninguém falava em CO2. A realidade apanhou de surpresa a quase todos.
A introdução de tecnologias mais “limpas” e menos consumidoras de combustível terá um retorno garantido, e tanto mais cedo quanto se mantiver a tendência altista dos preços do petróleo e seus derivados. Por isso, rematou o responsável do DK Group, não se justifica continuar a construir navios com tecnologias já “obsoletas”.